terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Obama e a sinalização do fim do neoliberalismo.


Acaba de tomar posse o 44o presidente dos Estados Unidos da América: Barack H. Obama. Até mesmo nas palavras do discurso de posse do novo líder norte-americano a falência do neoliberalismo está patente.
É o fim do império do Estado mínimo. É o fim. É o fim. Durante a inauguração do novo mandato presidencial Obama clama por um Estado eficiente, nem grande nem pequeno, mas capaz de oferecer os bens públicos necessários e capaz de auxiliar o país a sair da crise.
Em breves palavras, as quais a imprensa tupiniquim (pelo que pude acompanhar até agora) tem dado pouca notabilidade, o presidente Barack Obama sinaliza a volta do Estado regulador.
Na edição de dezembro de "Le monde diplomatique - Brasil" anunciava-se o fim de uma "Era Republicana", tempo esse iniciado em 1980 com o Reagan, ou seja, com o início do neoliberalismo. Ao longo de todo o período os governos amaricanos seguiram todos mais ou menos a mesma cartilha. Mesmo o Clinton, o único democrata do período, se diferenciou única e exclusivamente por dar uns remendos sociais no programa ultra-liberalizante.
Parece que o espírito de F. D. Roosevelt chutou pra longe a alma penada do Reagan que a pouco assombrava a Casa Branca.
O império em decadência mais ajuda quando não atrapalha e ao recolocar, como gostam os ingleses, a agency do Estado na berlinda o novo governo estado-unidense já cria um mundo de novas possibilidades.
A posse que é um marco da história norte-americana, uma vez que é a primeira vez que um negro adentra o Salão Oval como supremo mandatário da nação norte-americana, será um marco mundial se o 1o presidente negro permitir o retorno da política.

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