Nas últimas duas semanas assisti a dois filmes que tratam das ditaduras do Prata. Em muitos aspectos semelhantes as daqui. Mas, sem dúvida alguma, muito mais brutais no sentido repressivo. O ótimo "Estado de Sítio"(1973), do grego Costa-Gravas, retrata como nossas dituras militares foram urdidas nos corredores de Washington, após os Estados Unidos se unirem aos setores mais conservadores do mundo pobre no pós-guerra em seu enfrentamento com os Soviéticos. O filme retrata o sequestro de um "consultor" em segurança do governo norte-americano da "Aliança para o Progresso" e do embaixador brasileiro Roberto Campos pelos guerrilheiros Tupamaros em Montevidéu. O consultor Michael Philip Santore é submetido a sucessivos interrogatórios pelos guerrilheiros, expondo as nuances do conflito ideológico que marcou aquele período. Através do diálogo entre o consultor e os Tupamaros somos apresentados a como se deu a organização dos golpes militares, o recrutamento dos torturadores, as práticas e seu modo de pensar e agir. O drama das veias abertas da América Latina passa diante de nossos olhos.
"A História Oficial"(1985), dirigido pelo argentino Luis Puenza, mostra o drama de uma professora (Alícia) oriunda da classe média argentina cujo marido enriqueceu durante a ditadura. Sendo Alícia infértil, o casal em 1978 adota uma criança, a que chamam Gaby. Alheia aos horrores da ditadura Alícia começa a enfrentar as denuncias no período da redemocratização do país, inclusive as que tratavam da existência da venda de bêbes dos mortos e desaparecidos durante a ditatura da junta de Videla. Depara-se com o horror de que sua filha pode ser a filha de uma das desaparecidas. De frente com a história obscura produzida nos porões da ditadura argentina Alícia resolve-se por acertar as contas com o passado e a história. Um grande filme.
"A História Oficial"(1985), dirigido pelo argentino Luis Puenza, mostra o drama de uma professora (Alícia) oriunda da classe média argentina cujo marido enriqueceu durante a ditadura. Sendo Alícia infértil, o casal em 1978 adota uma criança, a que chamam Gaby. Alheia aos horrores da ditadura Alícia começa a enfrentar as denuncias no período da redemocratização do país, inclusive as que tratavam da existência da venda de bêbes dos mortos e desaparecidos durante a ditatura da junta de Videla. Depara-se com o horror de que sua filha pode ser a filha de uma das desaparecidas. De frente com a história obscura produzida nos porões da ditadura argentina Alícia resolve-se por acertar as contas com o passado e a história. Um grande filme.
Estado de Sítio
A História Oficial
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